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DR protege contra choques nas redes elétricas

Acidentes com choque elétrico ainda são causa de muitas mortes no Brasil. Segundo levantamento da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), em 2015, foram contabilizadas 601 mortes ocasionadas pelo contato direto com partes energizadas de uma instalação elétrica. Esses acidentes poderiam ser evitados com a utilização de equipamentos de proteção, conforme disposição da NBR 5410/2004.

 

A norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e conservação dos bens. Entre outros tópicos, prevê a instalação do Diferencial Residual (DR), que tem como principal função atuar como elemento de proteção quando houver fuga de corrente (energia) na instalação elétrica, desligando o circuito imediatamente.

 

Para reconhecer a importância de um dispositivo diferencial residual em uma instalação é necessário entender como ele se aplica e de que forma funciona. O dispositivo DR é formado basicamente por três partes: um toróide, o relé sensor e o conjunto de contatos. Eles impedem que algumas correntes ofereçam perigo de eletrocussão para pessoas e animais domésticos. Em situação normal, a soma das correntes que circulam pelos condutores vivos (fase e neutro, se existir) tem que ser zero ou próximo a esse valor.

 

O sócio-diretor da LUX Indústria e Comércio de Materiais Elétricos, Warley Mendes, explica o processo de funcionamento do DR. “Quando ocorre uma fuga ou um choque, a corrente não retorna totalmente pelos condutores de fase e neutro, pois parte foi desviada para outro caminho. O DR mede, por meio de um transformador de corrente que envolve todos os condutores vivos, a corrente entre a fase e o neutro. Se der zero é sinal de que tudo que foi, voltou. Porém, se houver uma diferença, é sinal de que parte da corrente foi desviada para outro caminho. Com isso é mandado um sinal para o sistema de desligamento, que faz com que o dispositivo seja desativado. Essa ação tem que ser rápida e precisa, e é ela que deve garantir a segurança do circuito para o usuário”, explica.

 

As correntes interrompidas pelo disjuntor residual são da ordem de centésimos de ampere e não são reconhecidas pelo disjuntor comum, podendo provocar a morte ou lesão de uma pessoa, caso cheguem a percorrer o corpo humano. O critério ideal de um sistema de aterramento considera o uso do condutor de proteção (PE), além do interruptor diferencial residual como proteção auxiliar e do dispositivo DPS.

 

A NBR 5410/2004 determina ser obrigatório, por medidas de segurança, o uso do disjuntor diferencial nos seguintes casos:

 

·         Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais molhados que contenham chuveiro ou banheira;

 

·         Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas externas à edificação;

 

·         Em circuitos que alimentam tomadas situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos na área externa;

 

·         Em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas, normalmente molhadas ou sujeitas a lavagens.

Segundo Mendes, o uso das famosas “gambiarras” ainda é muito comum nas instalações elétricas. Predominantemente, são serviços realizados por pessoas leigas ou sem conhecimentos técnicos para a sua aplicação. “Tenho verificado que na maioria dos casos, os problemas são nas execuções com materiais de qualidade duvidosa e conexões inadequadas. A função do DR é supervisionar quaisquer anormalidades no circuito, evitando consequências desagradáveis, choques, descargas elétricas e prejuízos materiais, por isso é importante atestar a qualidade do fornecedor do DR e não deixar esse serviço de lado na fase da construção”, finaliza.

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